Mostrando postagens com marcador corpo fluídico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador corpo fluídico. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Porque todos nos calamos!

Por Marcelo Henrique

Primeiro eles vieram com a exaltação à "santidade" e a "pureza", ou "perfeição" do homem de Nazaré. Deturparam textos de Kardec, com traduções bizarras. E você se calou!

Depois, resolveram editar "Os quatro evangelhos" e, massificadamente, utilizaram o expediente da publicidade em sua "revista oficial", a da Reforma - não por acaso - divulgando a obra com seu epíteto "a revelação da revelação", porque "precisavam" de "novidades". E você se calou!

Então, foram introduzindo livros, ditos psicografados ou escritos por literatos espíritas, editando-os em sequência, apresentando o Jesus-fluídico (sem sofrimentos físicos) e a virgindade de Maria, para celebrar os "mistérios". E você se calou!

Elegeram um "anjo" - materialização de uma fábula católica - como "guia espiritual" do planeta e você achou sublime, porque a ideia da angelitude é uma metáfora em relação ao ápice do percurso espiritual. Você se deixou convencer, e se calou!

Adiante, aproveitando-se de uma prodigiosa (mas ingênua) mediunidade, que produzia muito, deram-lhe o caráter de "continuador" doutrinário, sem criticar os textos que provinham de um velho sacerdote católico, impregnado de suas crendices e visões igrejistas. E você, novamente, se calou!

Dizem, até, que os originais das obras psicografadas foram todos destruídos. Porque não havia necessidade de mantê-los, pois tínhamos os livros editados, físicos. E o silêncio foi a sua resposta!

Foram desistindo da filosofia e da ciência, entendendo que o edifício estava pronto e que as manifestações de espíritos eleitos e médiuns escolhidos, do ontem e do hoje, foram todas, sempre, autorizadas pela "Espiritualidade", e você silenciou novamente!

Capciosamente, tocaram o teu coração com a simbologia da mensagem sublime, sobre amor e caridade, sobre perdão e não-discórdia, para tê-lo como cordeiro diante do Pastor, e você não esboçou qualquer reação!

Resgataram velhos conceitos de temor e culpa, tão comuns entre as igrejas, desde Constantino, instituindo "prêmios" para bons comportamentos, bonificadores, definindo lugares imaginários para o regalo das almas submissas à meia-verdade, com departamentos e ocupações similares às da Terra, e você deixou "barato", porque desejava uma esperança de que, na outra vida, as coisas se parecessem com a "atmosfera" da vida física. E você se aquietou!

Agora resgatam textos evangélicos diferentes dos escolhidos como relevantes por Kardec e pela Verdade, publicando oficialmente "O Novo Testamento" e projetando uma versão da Bíblia (Antigo Testamento), porque, afinal, um é a consequência do outro, e que voltar aos textos antigos é buscar a "sinergia" entre as mensagens. E você até está pensando, silente, em comprar as obras!

Disseram-te, também, que o tal controle das mensagens só era necessário na época de Kardec, porque a doutrina estava iniciando e era necessário filtrar as muitas comunicações, evitando a desfiguração da "árvore cristã". E você aplaudiu, inconsciente, entendendo que a diretriz vinha, mesmo, do Alto, e calar-se para aprender seria a única alternativa!

E os pastores prosseguem, tangendo as almas pacatas, desfigurando a mensagem e aproximando-a das vaidades e das honrarias do mundo. Todos se maravilham ante os "dotes" artísticos, literários e de oratória de um ou outro virtuose, enquanto os grupos de aprofundamento espírita, de discussão e de promoção de saudáveis debates em busca dos conhecimentos progressivos, mingua e se esvai, no tempo, contando com a tua aquiescência e timidez, silenciosas!

Dizemos, por vezes, que não temos tempo, nem energia para gastar com contendas, que precisamos cuidar de coisas mais importantes, que não estamos no "movimento" para "procurar confusão", e os dias vão passando... E a você só resta o silêncio de sua intimidade, a conversa com seus botões, e aquela indignação quase morta, que não ultrapassa os limites de sua boca, de sua letra, ou de sua própria casa...

Porque você, eu, todos nós... Nos calamos!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

terça-feira, 3 de julho de 2012

O vínculo de Roustaing com a Igreja

Por Nazareno Tourinho

Mais do que surpresos, os espíritas sinceros, e suficientemente esclarecidos, ainda alheios às consequências filosóficas da tese do corpo fluídico de Jesus, terão ficado perplexos durante a leitura do penúltimo escrito desta série, no qual mostramos o vínculo ideológico da obra de Jean-Baptiste Roustaing com a Igreja Romana, que desvirtuou a autêntica mensagem do Cristianismo e tantos males causou ao progresso da Humanidade.

Para que ninguém julgue ter havido de nossa parte a exploração de um mero e descuidoso tropeço do antigo bastonário da Corte Imperial de Bordeaux, isolado e perdido no Volume 2 de Os Quatro Evangelhos de sua autoria (6ª edição da FEB), vamos aqui transcrever mais alguns dislates do gênero, contidos no Volume 3 que dá sequência a “Revelação da Revelação”, por ele arquitetada com o objetivo de suplantar a obra de Allan Kardec, Ei-los:
“A mediunidade dos que, entre vós, servem de instrumentos aos Espíritos está apenas no começo. Mas, contrariamente ao que sucedeu na época dos discípulos, os vossos médiuns só entrarão no gozo completo de suas faculdades mediúnicas quando estiver entre os homens o Regenerador, Espírito que desempenhará a missão superior de conduzir a humanidade ao estado de inocência, isto é: ao grau de perfeição a que ela tem de chegar. Até lá, obterão somente fatos isolados, estranhos à ordem comum dos fatos.

“Não nos cabe fixar de antemão a época em que tal se verificará. O Senhor disse: vigiai e orai, porquanto desconheceis a hora em que soará retumbante a trombeta, fazendo que de seus túmulos saiam os mortos. Quer dizer: desconheceis a hora em que Deus fará que renasçam materialmente na terra os Espíritos elevados, incumbidos de dar impulso às virtudes que eles descerão a pregar, praticando-as em toda a sua extensão.

“O chefe da Igreja católica, nesta época em que este qualificativo terá a sua verdadeira significação, pois que ela estará em via de tornar-se universal, como sendo a Igreja do Cristo, o chefe da Igreja católica, dizemos, será um dos principais pilares do edifício.” (Página 65; os grifos são dos autores.)

“Debaixo da influência e da direção do Regenerador, caminhará o chefe da Igreja católica, a qual, repetimos, será então católica na legítima acepção deste termo, pois que estará em via de tornar-se universal, como sendo a Igreja do Cristo.” (Página 66)

“Homens, que praticais os ritos cristãos, não vos envergonheis de aproximar-vos da “mesa santa”, pois que sejam quais forem as profanações a que ela tenha sido exposta, sempre a podeis santificar pelo sentimento com que dela vos avizinhardes. Não coreis de vir, curvada a fronte, prostrar-vos aos pés do sacerdote que vos apresenta a hóstica “consagrada”.” (Página 403)

Aí está, não precisamos ir além. Os rustenistas da escola de Luciano dos Anjos poderão nos refutar através de longos e especiosos textos, garantindo que mutilamos as ideias centrais da obra de Roustaing, trazendo ao público apenas trechos esparsos de seus escritos, desconexos de outros imprescindíveis para completar o pensamento do autor. Quanto a isso, cumpre-nos denunciar a técnica mistificatória empregada nos volumes de Roustaing: os Espíritos que a ditaram, com refinada esperteza, própria dos padres jesuítas, acabam de dizer uma coisa e logo afirmam outra em contrário, a fim de obterem aceitação em nosso meio doutrinal. É por isso que os seus raros defensores sempre possuem argumentos para sustentar intermináveis polêmicas, reivindicando a condição de espíritas quando, no fundo, são católicos envergonhados, arrependidos mas ainda não inteiramente convertidos. Vejamos um exemplo da tática mistificatória exercida na obra de Roustaing, com base na última citação feita no presente artigo, a da página 403 do terceiro volume de Os Quatro Evangelhos. Ali somos concitados a não ter um constrangimento em nos prostrar aos pés de um sacerdote, de fronte curvada (a nossa, não a dele), e reverenciar a hóstia “consagrada”. Ora, qualquer pessoa sabe que isto é uma proposição católica, não espírita. Assim sendo, para dourar a pílula os ladinos autores do conselho no mesmo parágrafo o precedem com o reconhecimento da superioridade do ato espiritual sobre o ato material, e o complementam ressaltando a prevalência do fundo sobre a forma. Destarte, quando alguém, reproduzindo o mencionado trecho qual o fizemos, disser que a obra de Roustaing agasalha a apologia do ritual católico, do dogma da “Sagrada Eucaristia” etc., logo um de seus admiradores contestará, valendo-se da parte inicial ou final do parágrafo onde o referido trecho se encontra. E assim nunca falta munição verbalística para os renitentes defensores de Roustaing, que já sem coragem de atacar a obra de Kardec de frente (no pretérito atacaram, e a prova é a edição de 1920 de Os Quatro Evangelhos, que a FEB patrocinou e hoje esconde o fato, divulgando uma edição sem os ataques), já sem coragem de menosprezar frontalmente a obra de Kardec, repetimos, procuram minar as suas bases teóricas, contradizendo-lhes princípios filosóficos fundamentais como o que situa a encarnação e a reencarnação na categoria de lei da vida inteligente (na doutrina de Roustaing a experiência encarnatória não é uma necessidade para todos os Espíritos, é apenas castigo para alguns).

Na verdade, a única defesa possível da mistificação de Roustaing é a tese de que ela foi necessária quando surgiu, no século passado, a fim de atrair os católicos para o movimento espírita iniciante.

Este argumento, entretanto, é inaceitável, de um lado por ser aético e inconsistente (a nossa doutrina não endossa a teoria de que os fins justificam os meios, responsável, na Idade Média, pelas fogueiras da Santa Inquisição, e é contra o proselitismo, mesmo corretamente praticado do ponto de vista moral, pois seus postulados libertadores nunca serão absorvidos por quem ainda não estiver evolutivamente preparado para compreendê-los), e de outro lado porque a adulteração essencial de uma filosofia, através da mesclagem com quaisquer filosofias divergentes, é um modo solerte de arruiná-la perante o futuro, no campo das ideias (objetivo das entidades umbralinas fascinadoras do antigo bastonário da Corte Imperial de Bordeuax).

Na hipótese de querermos, por motivo de pura benevolência, aceitar a tese de que a mistificação de Roustaing, embora nociva, foi desculpável pela sua origem, atitude da qual já partilhamos no intuito de contribuir para a fraternidade dos espíritas brasileiros, sobre esta pergunta:

— Por que a FEB, atualmente, insiste em prestigiá-la, quando não mais ignora o seu caráter conflitante com a Codificação de Allan Kardec?

Fonte:

TOURINHO, Nazareno.  As Tolices e Pieguices da Obra de Roustaing – Nazareno Tourinho; ensaio crítico-doutrinário; 1ª edição, Edições Correio Fraterno, São Bernardo do Campo, SP, 1999.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

O Corpo Fluídico de Jesus

Por Maria das Graças Cabral

Interessante a palestra de Sérgio Aleixo, que fala sobre o corpo físico de Jesus e o seu desaparecimento do túmulo, segundo relatam os evangelhos cristãos - e como Kardec trata racionalmente do tema. Importante a abordagem do assunto, pois Roustaing na condição de grande opositor do Codificador da Doutrina Espírita, defende a tese de que Jesus teria um corpo fluídico diferenciado dos humanos encarnados no planeta Terra. Tese esta, defendida e acatada por inúmeros espíritas.

No que concerne ao confronto de Roustaing aos preceitos espíritas codificados pelo Mestre Lionês, faz-se por oportuno ressaltar, que todo o trabalho de sistematização dos Ensinamentos Espíritas, feito por Kardec, foi de forma efetiva supervisionado  e aprovado pelo Espírito da Verdade, que não deixava passar nada que não estivesse de pleno acordo com os propósitos e objetivos da Espiritualidade Superior.

Entretanto, o que mais nos espanta e preocupa, é que a Federação Espírita Brasileira, que se auto intitula "A Casa Mater" do Espiritismo, acolhe e defende as obras de Roustaing, reconhecidamente um dos grandes opositores de Kardec, desde de que este ainda estava encarnado!

Daí vem a indagação: - Como esta Federação pode ser considerada "Casa Mater" do Espiritismo? De que Espiritismo ela se considera representante?!

Na realidade, precisamos na condição de Espíritas, estar cada vez mais atentos às obras "validadas" pela FEB, pois são inúmeras as que deturpam e corrompem os preceitos doutrinários positivados nas Obras Fundamentais da  Doutrina dos Espíritos, além de ser a maior "exportadora" de tais obras para o mundo afora!

Observemos que, como assevera Sérgio Aleixo, até mesmo as traduções das obras fundamentais, apresentam deturpações preocupantes, valendo conferir o texto publicado neste Blog, intitulado "Tradutor, Traidor", de autoria do referido palestrante, e que assim mesmo vêm sendo publicadas sem nenhum critério de avaliação e/ou esclarecimento por parte da FEB.

Portanto, precisamos urgentemente mais e mais estudar Kardec, preocupados com a "fonte", e com o "tradutor", para que possamos identificar e denunciar as deturpações que destroem os princípios Espíritas, para que assim, as próximas gerações possam conhecer com fidelidade os ensinamentos libertadores e consoladores trazidos pelos Espíritos Superiores da Codificação Espírita!  

Assista ao vídeo de Sérgio Aleixo sobre o corpo fluídico de Jesus:

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

El Cuerpo Fluídico de Jesús

Por José Herculano Pires

Clique aqui para a versão em português.

La teoría de Roustainguismo es la del cuerpo fluídico de Jesús, que no  poseyó cuerpo carnal como nosotros. Veamos cómo se explica en los textos [de Los Cuatro Evangelios] la formación de ese cuerpo:

“Jesús habría podido, únicamente  el acto exclusivo de su voluntad,  atrayendo  hacia si los fluidos ambientes necesarios, constituir el periespiritu o cuerpo fluídico tangible que  vistió para surgir en vuestro mundo  bajo aspecto de un niño. María, sin embargo, antes de su encarnación, pidió, por devoción y por amor, la gracia  de participar en la obra de Jesús, atrayendo, por la emanación de sus fluidos periespiritico, los fluidos ambientes necesarios  para la constitución de aquel periespiritu”.

“De esa manera se tenía que verificar su cooperación,  más de forma para ella inconsciente,  por cuanto el estado de encarnación humana  no le permitía acordarse. Así, al aproximarse el momento final de su gravidez a los ojos de los hombres, ella, inconscientemente, más ardiendo en el deseo de cumplir la misión que el Señor  le revelara por intermedio del ángel o espíritu superior que le fue enviado, estableció, por la emanación de los fluidos de su periespiritu, una irradiación  simpática que atrajo los fluidos necesarios  para la formación del cuerpo fluídico de Jesús”.

Ningún efecto, entretanto, habría producido la acción inconsciente de María, sin la intervención de la voluntad de aquel que iba a descender a vuestro mundo. Jesús, pues , constituyo, el mismo, por la acción de su propia voluntad, el periespiritu tangible  y casi material en que se torno, teniéndose en vista el planeta que habitáis, un cuerpo relativamente semejante al vuestro”.

 (Tomo I – cap. I – Anunciación)


Este pequeño trecho revela  una ingenuidad asustadora. ¿Qué hizo Maria en ese episodio? Se encarnó en la Tierra para fingir de madre,  se olvidó del papel que iba a desempeñar – pues era médium  inconsciente … - más actuó inconscientemente atrayendo los fluidos  en la esperanza de representarlo. Entretanto, en el momento decisivo, Jesús tuvo que intervenir y constituir el mismo su cuerpo fluídico, pues solo el podía hacer tal cosa. Solo restó a Maria, en todo el drama, un “consejo”  a Hollywood para la entrada en escena de la falsa gravidez.

En el punto culminante de la revelación, lo que nos es revelado es el papel de tonta desempeñado por la falsa  madre del Mesías.  Se tiene la impresión de un artista piadoso admitiendo una joven inexperta a su lado  parta no disgustarla. El artista no precisaba de la joven, más acepto su pretendido concurso y acabo haciendo todo por si mismo. El público no percibió nada.  Y la joven mucho menos. Más adelante  la veremos siendo lograda  por el niño experto que succiona  la leche de su pecho sin ensuciarla.

Podríamos cerrar aquí nuestro análisis. No hay nada más que analizar.  La revelación de la revelación abortó en ese episodio lirico –burlesco, aun en las primeras páginas del primer tomo de la obra roustainguistas  de dos mil páginas. Más acontece que Roustainguismo es una creencia  y sus adeptos no aceptaran nuestra conclusión. Precisamos de paciencia y coraje. Iremos más allá…

Por cierto, que además de ese acto lirico solo nos resta, en el trecho de arriba, constatar el rastreo de la teoría del periespiritu  que Roustaing observo en la lectura de El Libro de los Espíritu de Kardec. Leemos arriba que el periespiritu es un cuerpo fluídico tangible. La expresión cuerpo fluídico es de Kardec. Más Kardec muestra  que ese cuerpo fluídico puede tornarse tangible  en el fenómeno de las apariciones tangibles. Roustaing mezclo las cosas y formó “aparentemente” esa nueva expresión.

Otro aspecto curioso de utilización de las teorías kardecianas es el  del trecho medio de la transcripción anterior, cuando Roustaing (O sea, los espíritus que dictaron la obra dicen que María produjo una irradiación simpática de su periespiritu para atraer los fluidos necesarios. Es esa la teoría explicativa  de las manifestaciones mediúmnicas. El espíritu comunicante produce irradiaciones de su periespiritu que afectan al periespiritu del médium, provocando el fenómeno semejante  en forma de reacción. La mezcla de los fluidos espirituales del espíritu con los fluidos materializados del médium produce  el elemento necesario, semi material, que permite la acción del espíritu en el plano material.

Estamos prácticamente ante un acto de apropiación indebida. No hay nada de nuevo en todo eso,  a no ser falso el empleo de la teoría.

Más vamos a otro trecho básico, relativo a la gravidez de Maria. Y añadamos a ´el el trecho referente al parto. Veámoslo:

“La gravidez de María fue obra del espíritu santo, porque fue obra de los Espíritus del Señor, y. como tal, aparente y fluídica, de manera  a producir la ilusión, para hacer creer  en una gravidez real”.

“Los espíritus propuestos  para la preparación del aparecimiento del Mesías en la Tierra  reunieron alrededor de Maria fluidos apropiados  que le operaron la distensión del abdomen  y lo hincharon. Aun por la acción de los fluidos empleados la menstruación paro durante el tiempo preciso de una gestación, contribuyendo ese hecho para la apariencia de una gravidez,  por la hinchazón   y por las incomodidades causadas. Maria, bajo la inspiración de su guía  y ante esos resultados, que para ella eran el cumplimiento de la anunciación que le hiciera   el ángel o espíritu enviado, creyó en la realidad de su estado”.

“Su parto fue igualmente obra del espíritu Santo, porque también fue obra de los Espíritus del Señor, y solo se dio en apariencia, tal como la gravidez, por eso mismo  que resultaba de esta, que fuera simplemente aparente.  Tanto como la gravidez, Maria tuvo la ilusión del parto, en la medida que era necesario, a fin de que acreditase, como debía acontecer, en un nacimiento real”.


Aquí la intención del ridículo se torna clara. El episodio lirico-burlesco pierde todo el lirismo. El análisis paraliza ante lo absurdo, pues el absurdo no puede ser analizado. Tenemos que saltar por encima del abismo y encarar el texto por otro ángulo. Los espíritus reveladores emplean en este momento los ingredientes de la magia para fascinar al lector. Estamos en el plano de lo irracional. Más no nos engañemos. Tras de las escenas  están  estirados y activos los cordeles de la mágica  teatral. El embuste es evidente. No se trata de magia natural, más si artificial. En una palabra: del ilusionismo mal intencionado. No es para nada que el texto incluye la expresión: “de manera  a producir ilusión”. ". Los ilusionistas, los seguros de los efectos de su truco, no duden en utilizar las palabras adecuadas.

Todos cargamos con nosotros los residuos del animismo tribal, de la magia primitiva que antecedió a la religión. La magia  del teatro excita en nosotros esos residuos que suben del inconsciente al consciente y determinan la regresión psicológica. Regresamos a la tribu, al tabú, al totemismo, al animismo de los principios. Eso puede acontecer con el hombre rudo y simple  o con el hombre ilustrado e ingenuo. Y solo esa regresión puede explicar la aceptación de las teorías roustainguistas   por las criaturas que llevan el barniz de la civilización. Es el mismo caso de los residuos mágicos de nuestras religiones llamadas positivas. La fe ingenua de la selva despierta en el corazón del hombre actual  y lo lleva a aceptar, emocionado, los dogmas de lo absurdo.

A pesar de esa explicación, podemos preguntar como admitirse la utilización de esos truques o pases de magia por los Espíritus Superiores. Como aceptar  el papel de Jesús, bajo la permisión, por lo menos, de Dios, en ese proceso de engaño espiritual en nombre de la verdad? Si Descartes ya no hubiese aniquilado el Genio Maligno en sus reflexiones del Discurso  del Método, aun podríamos recurrir a el. Más en esta altura de los tiempos ya no nos sobra más esa posibilidad.

Fuente:  El Verbo y la Carne

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Infância Mágica de Jesus

Por José Herculano Pires

“Quando Maria, sendo Jesus na aparência pequenino, lhe dava o seio, o leite era desviado pelos espíritos superiores que o cercavam, de um modo bem simples: em vez de ser sorvido pelo menino, que dele não precisava, era restituído à massa do sangue por uma ação fluídica que se exercia sobre Maria, inconsciente dela”.

“Eis o que fez Jesus nos três dias que esteve em Jerusalém. Ao abrir-se o templo, entrava com a multidão e com a multidão saía quando o templo se fechava. Uma vez fora e longe dos olhares humanos, desaparecia, despojando-se do seu invólucro fluídico tangível e das vestes que o cobriam, as quais, confiadas à guarda dos espíritos prepostos a esse efeito, eram transportadas para longe das vistas e do alcance dos homens. Voltava para as regiões superiores onde pairava e paira ainda, nas alturas dos esplendores celestes, como espírito protetor e governador da Terra. Ao reabrir-se o templo, reaparecia entre os homens, retomando o perispírito tangível e as vestes que o faziam passar por um homem aos olhos dos humanos”.
(Os Quatro Evangelhos - Tomo I, cap. 2.° – Jesus no Templo)

A infância mágica de Jesus, contada na obra de Roustaing, faz lembrar certos Evangelhos apócrifos que descreveram a vida do menino através de incríveis peripécias. Nos trechos acima vemos a descrição anedótica da amamentação aparente de Jesus. Maria, mais uma vez, continuava iludida. O menino fingia mamar. A transformação do sangue em leite é um ato de magia, digno de figurar nas estórias para adolescentes.

A permanência de Jesus em Jerusalém, nos três dias em que esteve perdido para os pais, caberia num enredo de aventuras infantis. Os “ministros de Deus” que deram a nova revelação criaram uma nova categoria angélica: a dos anjos guarda-roupas. Seria difícil imaginar-se maneira mais adequada de ridicularizar o Espiritismo aos olhos das pessoas de bom senso. A aceitação de uma obra como esta pelos espíritas e a sua divulgação só pode explicar-se pela falta de discernimento.

Roustaing é o anti-Kardec. Se Kardec é o bom senso, Roustaing é a falta de senso. A esta altura do exame dos textos já não se pode permanecer em atitude neutra diante dos absurdos que surgem a cada passo. Estamos em pleno mar da imaginação, flutuando ao sabor das ondas. Mas há uma intenção evidente – a de lançar o ridículo sobre o Espiritismo.

Quando falamos de magia não estamos nos referindo à magia natural que decorre das funções mediúnicas, mas sim da magia primitiva ou anímica, bem definida por Malinowski, que tanto existe nas selvas como nos meios mais civilizados. É esse o tipo de magia que constitui a essência do Roustainguismo, na mesma linha do pensamento mitológico que gerou a teoria grega do corpo fluídico de Jesus na era apostólica, contra a qual se ergueram os apóstolos, como vemos nas epístolas de Pedro e João.

A anedota da amamentação de Jesus exemplifica bem esse tipo de magia. Jesus menino não aparece ali como um ser real, mas como um ser artificial, um deus mitológico que se disfarça numa criatura humana, como o faziam os deuses gregos e romanos para iludirem os homens e pregar-lhes as suas peças. Usando o poder mágico da transmutação (alquimia) ou transubstanciação (teologia) o menino mitológico (e, portanto, anticristão) mudava o leite materno em sangue e o devolvia à circulação no corpo de Maria. É uma adaptação ao Espiritismo do dogma católico da eucaristia.

Pode-se alegar que isto seria possível por meio da ação mediúnica. O caso da transformação da água em vinho, citado no Evangelho, poderia justificar essa teoria. Mas não podemos es-quecer as seguintes diferenças: quando Jesus operou a transformação da água, não o fez para iludir ninguém, mas para demonstrar os seus poderes e despertar a fé nos que deviam ouvi-lo; foi, portanto, uma ação moralmente lícita, como todas as suas ações; essa transmutação (química e não alquímica) não foi uma encenação, mas um fato real, ainda hoje constatável na atividade mediúnica. A transmutação do leite de Maria implica problemas morais inadmissíveis numa personalidade espiritual elevada, tanto mais que por trás dela encontra-se todo o complexo fantasioso e absurdo do nascimento fingido. Estaríamos diante desta contradição que minaria os alicerces do Cristianismo e de todo conceito espiritual: a Verdade revelada através da mentira.

Não podemos separar os princípios éticos do contexto de nenhum problema espiritual. Alega-se também que Jesus ensinava em parábolas. Mas as parábolas não são mentiras, são formas alegóricas, simbólicas de transmissão da Verdade. A própria Psicologia materialista constatou essa necessidade de sermos verdadeiros no ensino das coisas mais corriqueiras, condenando as explicações fantasiosas do nascimento das crianças. Se a lenda ingênua da cegonha é um mal por ser mentirosa, que dizer do mito absurdo do nascimento fingido de Jesus? O uso da alegoria é válido e prepara o advento da verdade, mas o uso do fingimento é próprio dos mistificadores, dos embusteiros, das criaturas falsas e não de espíritos esclarecidos.

O mesmo se aplica ao episódio ridículo da permanência de Jesus menino em Jerusalém. O menino não era menino, mas um espírito adulto disfarçado em criança. Enganava os doutores da lei com suas respostas astuciosas e enganava o povo com suas fugas para o Céu, deixando as roupas em mãos dos anjos que o ajudavam na mistificação. E por que tudo isso? Porque em Jerusalém, justificam os “ministros de Deus” era difícil encontrar lugar para um menino permanecer três dias sozinho. Desculpa tola, como se vê, que só tem uma justificativa: uma mentira puxa a outra.

Bem precário seria o poder divino se estivesse submetido à condição de recorrer aos ardis humanos, às espertezas comuns dos passadores de conto do vigário, para poder trazer a Verdade à Terra. Não são os mestres espirituais que se utilizam dessas formas grosseiras de mistificação, mas os espíritos mistificadores, os embusteiros vulgares. Justifica-se, pois, o ardor de João, o evangelista, e de Pedro, o apóstolo, ao repelirem a teoria do corpo fluídico, bem como o ardor de Paulo ao nos advertir contra as fábulas que desfiguram a Doutrina do Cristo.

A frase do último trecho acima citado: “Voltava para as regiões superiores onde pairava e paira ainda...” encerra uma malícia diabólica. Afirmando que Jesus retornava aos esplendores celestes, como espírito protetor e governador da Terra, ela pretende encobrir com essa declaração enfática o ridículo da esperteza do menino. Os corações ingênuos se comovem com essa falsa abnegação de um deus mitológico, obrigado a participar entre os homens de uma pantomima celeste, e o raciocínio enganado justifica o mito.

Fonte: O Verbo e a Carne

O Corpo Fluídico de Jesus

Por José Herculano Pires

A teoria central do Roustainguismo é a do corpo fluídico de Jesus, que não possuiu corpo carnal como nós. Vejamos como se explica nos textos [de Os Quatro Evangelhos] a formação desse corpo:

“Jesus houvera podido, unicamente por ato exclusivo da sua vontade, atraindo a si os fluídos ambientes necessários, constituir o perispírito ou corpo fluídico tangível que vestiu para surgir no vosso mundo sob o aspecto de uma criancinha. Maria, porém, antes da sua encarnação, pedira, por devotamento e por amor, a graça de participar da obra de Jesus, atraindo, pela emanação de seus fluidos perispiríticos, os fluidos ambientes necessários à constituição daquele perispírito”.

“Dessa maneira se tinha que verificar a sua cooperação, mas de forma para ela inconsciente, porquanto o estado de encarnação humana lhe não permitia lembrar-se. Assim, ao aproximar-se o momento final da sua gravidez aos olhos dos homens, ela, inconscientemente, mas ardendo no desejo de cumprir a missão que o Senhor lhe revelara por intermédio do anjo ou espírito superior que lhe fora enviado, estabeleceu, pela emanação dos fluídos do seu perispírito, uma irradiação simpática que atraiu os fluídos necessários à formação do corpo fluídico de Jesus”.

“Nenhum efeito, entretanto, teria produzido a ação inconsciente de Maria, sem a intervenção da vontade daquele que ia descer ao vosso mundo. Jesus, pois, constituiu, ele próprio, pela ação da sua vontade, o perispírito tangível e quase material que se tornou, tendo-se em vista o planeta que habitais, um corpo relativamente semelhante ao vosso”.
(Tomo I – cap. I – Anunciação)

Este pequeno trecho revela uma ingenuidade assustadora. O que fez Maria nesse episódio? Encarnou-se na Terra para fingir de mãe, esqueceu-se do papel que ia desempenhar – pois era médium inconsciente... – mas agiu inconscientemente atraindo os fluídos na esperança de representá-lo. Entretanto, no momento decisivo, Jesus teve de intervir e constituir ele mesmo o seu corpo fluídico, pois só ele podia fazer tal coisa. Só restou a Maria, em todo o drama, uma “pontinha” à Hollywood para a entrada em cena da falsa gravidez.

No ponto culminante da revelação, o que nos é revelado é o papel de tola desempenhado pela falsa mãe do Messias. Tem-se a impressão de um artista piedoso admitindo uma jovem inexperi-ente ao seu lado para não desgostá-la. O artista não precisava da jovem, mas aceitou o seu pretenso concurso e acabou fazendo tudo por si mesmo. O público não percebeu nada. E a jovem muito menos. Mais adiante a veremos sendo lograda pelo nenezinho esperto que lhe suga o seio sem sugá-lo.

Poderíamos encerrar aqui a nossa análise. Não há mais o que analisar. A revelação da revelação abortou nesse episódio lírico-burlesco, ainda nas primeiras páginas do primeiro tomo da obra roustainguista de duas mil páginas. Mas acontece que o Roustainguismo é uma crença e os seus adeptos não aceitarão a nossa conclusão. Precisamos de paciência e coragem. Iremos além...

Por sinal que além desse ato lírico-burlesco só nos resta, no trecho acima, constatar o decalque da teoria do perispírito que Roustaing absorveu na leitura de O Livro dos Espíritos, de Kardec. Lemos acima que o perispírito é um corpo fluídico tangível. A expressão corpo fluídico é de Kardec. Mas Kardec mostra que esse corpo fluídico pode tornar-se tangível no fenô-meno das aparições tangíveis. Roustaing misturou as coisas e formou “aparentemente” essa nova expressão.

Outro aspecto curioso de utilização das teorias kardecianas é o do trecho médio da transcrição acima, quando Roustaing (ou seja, os espíritos que ditaram a obra) dizem que Maria produziu uma irradiação simpática do seu perispírito para atrair os fluidos necessários. É essa a teoria explicativa das manifestações medi-únicas. O espírito comunicante produz irradiações do seu perispírito que afetam o perispírito do médium, provocando o fenômeno semelhante em forma de reação. A mistura dos fluidos espirituais do espírito com os fluidos materializados do médium produz o elemento necessário, semimaterial, que permite a ação do espírito no plano material.

Estamos praticamente diante de um ato de apropriação indébita. Não há nada de novo em tudo isso, a não ser o falso emprego da teoria.

Mas vamos a outro trecho básico, relativo à gravidez de Maria. E juntemos a ele o trecho referente ao parto. Vejamo-los:

“A gravidez de Maria foi obra do Espírito Santo, porque foi obra dos Espíritos do Senhor, e, como tal, aparente e fluídica, de maneira a produzir ilusão, a fazer crer numa gravidez real”.

“Os espíritos prepostos à preparação do aparecimento do Messias na Terra reuniram em torno de Maria fluidos apropriados que lhe operaram a distensão do abdômen e o intumesceram. Ainda pela ação dos fluídos empregados o mênstruo parou durante o tempo preciso de uma gestação, contribuindo esse fato para a aparência da gravidez, pela intumescência e pelos incômodos causados. Maria, sob a inspiração do seu guia e diante desses resultados, que para ela eram o cumprimento da anunciação que lhe fizera o anjo ou espírito enviado, acreditou na realidade do seu estado”.

“Seu parto foi igualmente obra do Espírito Santo, porque também foi obra dos Espíritos do Senhor, e só se deu na apa-rência, tal como a gravidez, por isso mesmo que resultava desta, que fora simplesmente aparente. Tanto quanto da gravidez, Maria teve a ilusão do parto, na medida do que era necessário, a fim de que acreditasse, como devia acontecer, num nascimento real”.

Aqui a intenção do ridículo se torna clara. O episódio lírico-burlesco perde todo o lirismo. A análise emperra diante do absurdo, pois o absurdo não pode ser analisado. Temos de saltar por cima do abismo e encarar o texto por outro ângulo. Os espíritos reveladores empregam neste momento os ingredientes da magia para fascinar o leitor. Estamos no plano do irracional. Mas não nos enganemos. Por trás dos bastidores estão estirados e ativos os cordéis da mágica teatral. O embuste é evidente. Não se trata da magia natural, mas da artificial. Numa palavra: do ilusionismo mal intencionado. Não é à-toa que o texto inclui a expressão: “de maneira a produzir ilusão”. Os ilusionistas, seguros do efeito do seu truque, sentem-se à vontade para empregar as palavras certas.

Todos carregamos conosco os resíduos do animismo tribal, da magia primitiva que antecedeu a religião. A mágica de teatro excita em nós esses resíduos que sobem do inconsciente ao consciente e determinam a regressão psicológica. Voltamos à tribo, ao tabu, ao totemismo, ao animismo dos primórdios. Isso pode acontecer com o homem rude e simples ou com o homem ilustrado e ingênuo. E só essa regressão pode explicar a aceitação das teorias roustainguistas acima por criaturas que ostentam o verniz da civilização. É o mesmo caso dos resíduos mágicos das nossas religiões chamadas positivas. A fé ingênua da selva desperta no coração do homem atual e o leva a aceitar, emocionado, os dogmas do absurdo.

Apesar dessa explicação, podemos perguntar como admitir-se a utilização desses truques ou passes de mágica por Espíritos Superiores. Como aceitar-se o papel de Jesus, sob a permissão, pelo menos, de Deus, nesse processo de trapaça espiritual em nome da verdade? Se Descartes já não houvesse aniquilado o Gênio Maligno nas suas reflexões do Discurso do Método, ainda poderíamos recorrer a ele. Mas nesta altura dos tempos já não nos sobra mais essa possibilidade.

Fonte: O Verbo e a Carne